Livro - D. FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES: COLECTÂNEA DE TEXTOS

Título - D. FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES: COLECTÂNEA DE TEXTOS

Edição comemorativa dos 500 anos do nascimento do Beato Bartolomeu dos Mártires
Organização e seleção de textos - Rui A. Faria Viana


















APRESENTAÇÃO | JOSÉ MARIA COSTA, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo

"Falar de Frei Bartolomeu dos Mártires é falar de uma figura que marcou a Igreja Católica e que marca, ainda hoje, as gentes de Viana do Castelo. O seu espírito e a sua doutrina marcaram o século XVI e a sua vida simples e regrada, de dádiva e entrega é, ainda hoje, um exemplo.
Ao comemorar 500 anos sobre o seu nascimento, a Câmara Municipal associou-se à Diocese de Viana do Castelo para colaborar num programa que desse a conhecer a vida e a obra deste grande homem de fé.
Com esta edição comemorativa dos 500 anos do nascimento do Beato Bartolomeu dos Mártires reproduzimos alguns dos melhores textos publicados nos Cadernos Vianenses ou em outras edições camarárias diversas, quer em trabalhos de grandes autores e estudiosos.

Esperamos que os textos aqui publicados possam apoiar novas abordagens e novos estudos da riquíssima obra do nosso Frei Bartolomeu dos Mártires. "


Mais informação: Portal CMVC

SUMÁRIO
Luís de Figueiredo da Guerra
O Arcebispo Santo D. Frei Bartholomeu dos Martyres
Convento de S. Domingos
Obras de D. Fr. Bartholomeu dos Martyres

José Marques
Frei Bartolomeu dos Mártires: vida e obra

João Francisco Marques
O prelado, o povo e a conjuntura: solidariedade social e solicitude de D. Frei Bartolomeu dos Mártires

António Matos Reis
Itinerário de Braga a Roma seguido por D. Frei Bartolomeu dos Mártires

Manuel António Fernandes Moreira
O beato Bartolomeu dos Mártires e o Mosteiro de São Salvador da Torre

Felipe Fernandes
D. Frei Bartolomeu dos Mártires em Viana
Breves apontamentos biográficos de D. Frei Bartolomeu dos Mártires

Pe. Armando de Jesus Esteves Rodrigues
Convento de Santa Cruz (S. Domingos) de Viana do Castelo

José Luís Afonso Branco
Frei Bartolomeu dos Mártires
Comemoração do IV centenário da morte de D. Frei Bartolomeu dos Mártires
O epitáfio de Frei Bartolomeu dos Mártires
O retrato de Frei. Bartolomeu dos Mártires
Viana e o IV centenário da morte de D. Frei Bartolomeu dos Mártires
Frei Bartolomeu dos Mártires – processo de canonização
D. Frei Bartolomeu dos Mártires e a reforma dos cardeais
O busto de D. Frei Bartolomeu dos Mártires

Ana Rita Batista Raposo
A arca da fé: estudo, diagnóstico e tratamento de um altar portátil

Jorge Alves Barbosa
A música na acção pastoral de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires

Alberto A. Abreu
A imagem do beato Bartolomeu dos Mártires

Rui A. Faria Viana
“A Vida de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires” – uma raridade bibliográfica impressa em Viana no séc. XVII

Miguel dos Santos
A beatificação de D. Frei Bartolomeu dos Mártires e os Dominicanos

D. José Augusto Pedreira
Bartolomeu dos Mártires, bispo de todos os tempos

D. Jorge Ortiga
Fr. Bartolomeu dos Mártires: memória e profecia

D. Manuel Clemente
O martírio de Frei Bartolomeu

António Manuel Couto Viana
Prece da Ribeira a Frei Bartolomeu


Livro - Vida de D. Frei Bertolameu dos Mártires

Título - Vida de D. Frei Bertolameu dos Mártires
Autor - Frei Luís de Sousa
2.ª Edição, fac-similada
A partir da edição de 1984


Co-edição com a Câmara Municipal de Viana do Castelo | 2015

Livro - Viana do Lima porta para o mundo

Título - Viana do Lima porta para o mundo
Autor - Andreia Amorim Pereira; Sílvia Trilho; António Barros Cardoso


Edição - Câmara Municipal | Local de vendas: Biblioteca Municipal de Viana do Castelo

Nota de Abertura - José Maria Costa

"Viana do Castelo celebra o segundo aniversário da inauguração do seu Centro de Mar, sediado no Navio Hospital Gil Eannes. Após dois anos de intensa e profícua atividade, afigura-se cada mais inequívoca e essencial a missão deste ponto nevrálgico da cultura marítima de Viana: acolher e aproximar as iniciativas e entidades empenhadas em aprofundar, valorizar e promover o nosso património marítimo e náutico, nas suas mais diversas manifestações, desde o domínio ambiental, passando pela herança histórico-cultural, pelo desporto e pelo turismo, convergindo na esfera empresarial com as novas economias do mar. Entre a tradição e a inovação, a relação de Viana com o Atlântico consolida-se e renova-se.
Recordemos a génese da notável vila de Viana, como a designou D. Sebastião. Sublinhe-se que a excelente localização relativamente às vias de navegação por rio e por mar não está alheia ao lugar escolhido para a implementação da povoação do Átrio, primitivo núcleo de Viana. É inegável a importância desta privilegiada acessibilidade flúvio-marítima para a afirmação da vocação marítima de Viana, alicerçando o desenvolvimento de uma relevante comunidade piscatória e a elevação de Viana a porto comercial de dimensão transatlântica.
Viana do Lima, porta para o mundo, foi o tema escolhido para a segunda exposição de caráter mais duradouro que estará patente na sala "Hernâni Lopes", do Centro de Mar. Em tempos conturbados na geopolítica internacional, Viana ambiciona sublimar a sua identidade como cidade aberta, cidade do mundo, no quadro das relações ibéricas, do espaço europeu e da comunidade dos países lusófonos.
A barra da foz do Lima abriu-se desde finais da Idade Média como porta para o universo das relações atlânticas, especialmente intensas com os mercados do Norte da Europa e do Brasil, influenciando decisivamente o devir histórico e urbanístico da nossa cidade. Este porto de partida e chegada de mercadores definiu Viana como urbe multicultural. O comércio de tecidos, de sal, bacalhau e açúcar, entre os séculos XV e XVII, e do vinho verde, entre setecentos e oitocentos, enriqueceram a vila de Viana e reforçaram a sua importância no reino, sendo a alfândega deste porto revelante fonte de rendimento fiscal para o erário real. O dinamismo mercantil de Viana exigiu um investimento contínuo na melhoria das estruturas portuárias, no desassoreamento do leito e na sinalização das entradas da barra. Que vestígios nos permitem hoje reconstituir a evolução deste porto?
No presente, a marginal ribeirinha de Viana evidencia um novo conceito de relação da população com rio, mais orientada para o seu usufruto como espaço de lazer. No entanto, esta marginal verde oculta a imagem de uma outra Viana, onde a beira-rio contava cais, linguetas, docas, navios acostados e mercadorias em trânsito. A segurança da barra de Viana, ameaçada pelo corso e pela pirataria, suscitou a necessidade de construção de estruturas de defesa, remontando ao século XIV. A Torre da Roqueta e o Forte de Santiago da Barra são eloquentes testemunhos deste passado.
Esta viagem de cinco séculos pela Viana de escala atlântica, posicionada no cerne de relações mercantis e culturais de dimensão global, certamente endossará o nosso orgulho, a nossa identidade e a vocação empreendedora dos vianenses, relembrando-nos que somos centro e não periferia."

Mais informação:

Livro - O Cemitério de Viana do Castelo: História; Arte; Património

Título - Cemitério de Viana do Castelo : História; Arte; Património
Autor - Francisco Queiroz (com a colaboração de Luís Moura Serra)
Edição - Câmara Municipal | Local de vendas: Biblioteca Municipal de Viana do Castelo


Introdução
"O Cemitério de Viana do Castelo, compreendendo as secções municipais e as da Ordem Terceira de S. Francisco, é um dos mais importantes do país e um dos mais antigos do Minho. Aliás, em Viana. a iniciativa para o estabelecimento de cemitérios é anterior à célebre lei do ministro Rodrigo da Fonseca Magalhães, composta pelos decretos de 21 de Setembro e de 8 de Outubro de 1835, pela qual se proibiam os enterramentos no interior das igrejas e se mandava estabelecer cemitérios por todo o país. De facto, logo em 24 dc Maio de 1834 a Provedoria efectuou uma consulta à Comissão de Viana, a qual respondeu nesse mesmo mês. Na resposta, alude-se à existência de duas paróquias na vila e, como tal, deveriam ser estabelecidos dois cemitérios. Propunha-se, para a paróquia da Matriz, o quintal do "rebelde" miguelista João Barbosa de Magalhães, junto ao Convento de Santa Ana. Para a paróquia de Monserrate, propunha-se a cerca dos Padres Crúzio, ou seja, dos Agostinhos [nota1]. Temos aqui como solução: uma cerca conventual - e lembramos que as ordens religiosas foram extintas em Portugal precisamente em 1834; mas também o terreno de um miguelista - talvez por vingança, até porque o dito terreno estava já em sequestro. Note-se que esta proposta previa também a hipótese de estabelecer o hospital regimental no convento dos Agostinhos, pois cria-se que sobraria ainda muito espaço [nota2].
Contudo, a solução inicial viria a ser modificada. Por portaria de 21 de Outubro de 1835 (confirmada em 7 de Setembro de 1836), foi posta à disposição da Câmara de Viana a mata do extinto Convento de Santo António, para um cemitério público que servisse as duas freguesias [nota3]. Realce-se que esta foi uma das primeiras concessões de cercas conventuais para o estabelecimento de cemitérios públicos, pois foi decidida logo após a supramencionada lei de 1835 de Rodrigo da Fonseca Magalhães. Nos anos seguintes, várias outras cercas de conventos extintos viriam a ser escolhidas em Portugal para o mesmo fim [nota4].
Por ofício de 16 de Setembro de 1836, o Administrador Geral do Distrito lembrou a Câmara de Viana da concessão feita pelo Governo. Contudo, em 24 de Setembro desse ano, a Câmara queixava-se da falta de meios monetários para estabelecer o cemitério público [nota5]. O Administrador Geral do Distrito insistiu, em 15 de Novembro de 1836. A autarquia respondeu em 12 de Dezembro, continuando a alegar falta de meios, falta essa que só poderia ser suprida com derramas, ou através de "um empréstimo, pagar pelas quotas do covato". Excluindo à partida a hipótese de uma derrama pois o povo andava sobre carregado com derramas para os expostos e para a côngrua dos párocos [nota6], a Câmara acabou por não aproveitar a concessão da mata conventual. É certo que as secções municipais do Cemitério de Viana encontram-se hoje nesta antiga mata. Porém, o processo de estabelecimento do cemitério público foi longo e complexo."

Notas 1. 2. 3 5. 6.
CAPELA. José Viriato - A Revolução do Minho de 1846. p. 171.
Nota 4.
Para aprofundamento, veja-se QUEIROZ, José Francisco Ferreira - Cemitérios e(m) cercas conventuais.


[contracapa]

O cemitério de Viana do Castelo é um dos principais
cemitérios portugueses.
A pretexto de receber os falecidos na cidade, na realidade
foi concebido como espaço de representações sociais,
de memórias e sentimentos, de valores e também
de vaidades. Para tal, contribuíram numerosos artistas
e artífices, da região e não só, através dos túmulos
que conceberam e executaram, alguns dos quais
de grande valor patrimonial.

Neste livro, poderá encontrar a atribulada história
da construção do Cemitério de Viana do Castelo, quer
da parte municipal, quer da parte pertencente à Ordem
Terceira de S. Francisco, assim como a análise aos
monumentos mais interessantes existentes neste e
noutros cemitérios do concelho, com apontamentos
biográficos sobre figuras ilustres neles sepultadas.

Colaboração de
Luís Moura Serra



Nota Biográfica:
Francisco Queiroz
Licenciado, Mestre e Doutor em História da Arte pela Universidade do Porto, foi docente do curso de Arquitectura da Escola Superior Artística do Porto durante quinze anos, tendo leccionado História da Arquitectura e Urbanismo e módulos sobre Reabilitação. Desde 1994 que pesquisa a História e a Arte dos cemitérios portugueses, sendo considerado o maior especialista sobre esse tema. Foi o primeiro no mundo a concluir Pós-doutoramento sobre Arte Tumular do Romantismo e é, presumivelmente, o guia especializado que conduziu visitas num maior número de cemitérios dentro do mesmo país. Coordenador adjunto do Grupo de Investigação "Património, Cultura e Turismo" do CEPESE - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (Universidade do Porto), é também colaborador da Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS - IHA / Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), e membro da Associação Portuguesa de Genealogia. Tem dezenas de artigos e vários livros publicados.

Luís Moura Serra
Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, pós-graduado em Gestão Estratégica do Património na Administração Pública e Autárquica pelo IPPAR e mestrando em Marketing pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique. Nos últimos quinze anos dividiu a sua actividade profissional principal entre a Câmara Municipal da Trofa e a Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo sido o primeiro Chefe do Gabinete de Apoio Pessoal do primeiro executivo da Câmara Municipal da Trofa, liderado pelo médico Bernardino Manuel de Vasconcelos. Fundou e é Presidente da Direcção da Associação para a Promoção e o Desenvolvimento Cultural - Maria de Fátima Moura. É Académico Correspondente da Academia de Artes e Letras de Portugal, Membro da Real Irmandade de Santa Beatriz da Silva e Membro Correspondente do Instituto D. João VI. Investiga e escreve essencialmente em matérias de âmbito cultural e de genealogia, tendo como publicações "Viana do Castelo - Cidade do Vinho 2011", editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, "A Companhia de Ordenanças de Santiago de Bougado e a Defesa do Rio Ave na Barca da Trofa - Contexto Histórico e Familiar", editado pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural - Maria dc Fátima Moura c "Casas no Norte de Portugal", editado pela Seda Publicações.

Livro - Azulejo : roteiro no concelho de Viana do Castelo

Título - Azulejo : roteiro no concelho de Viana do Castelo
Autor -  Francisco José Carneiro Fernandes


Edição (bilingue) - Câmara Municipal  
168 p.

| Local de vendas: Biblioteca Municipal de Viana do Castelo


Nota Biográfica do Autor: Francisco José Carneiro Fernandes

Nasceu em Viana do Castelo, freguesia de Santa Maria Maior.
Publica as primícias literárias no frescor da mocidade: Diário Popular, Lisboa, 1966, Página "Terras de Portugal".
Abraça a Imprensa Regional nos alvores de 70, através do Jornal A Aurora do Lima.
Na décadas de 1980 e 90, integra os corpos diretivos da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho (AJHLAM) e do Centro de Estudos Regionais (CER).
Professor do Ensino Secundário, licenciado em Geografia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, depois de ter exercido funções administrativas na "Auto-viação Cura" e nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
Tem trabalhos dispersos por revistas e outras publicações periódicas, versando o Património, a Geografia Humana e as Letras. Nos Cadernos Vianenses, desde o Tomo Il (Junho de 1979), sendo, à data, o colaborador mais jovem. Paralelamente, tem orientado visitas ao encontro do Património Histórico, Artístico e Arquitetónico, para diversas entidades, e participado com comunicações em palestras e outras jornadas culturais.
É autor das seguintes obras em livro: Viana Monumental e Artística - Espaço Urbano e Património de Viana do Castelo, GDCT dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), 1990 .com duas edições); Geografia e Memórias da Baixa Vianense — Comércio, Serviços, Património, CER, 1995; Tesouros de Viana — Roteiro Monumental e Artístico, GDCT dos ENVC, 1999; O Azulejo - Um Olhar no Alto Minho e Baixo Minho Litoral, CER 2000; e os títulos de Poesia, Viagens (2000), Olhares (2002), O Meu Disco de Vinil (2004), Na Poética dos Lugares (2009), editados pela Ancorensis Cooperativa de Ensino, de Vila Praia de Âncora, e Nas Janelas da Minha Alma (2013), pela Mosaico de Palavras Editora (Porto).
Coautor de Postais, pedras e percursos de Viana antiga, de 1994, e Viana - Cidade e Circunstância, 1997, obras editadas pelo GDCT dos ENVC.
Recentemente, autor do roteiro Azulejo — Percursos em Viana do Castelo, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo em Março de 2017, com Design de Rui Carvalho.
Publicação bilingue, de 56 páginas impressas a cores, inclui dois percursos no Centro Histérico (Santa Maria Maior e Monserrate) e um itinerário na Envolvente Urbana.


CADERNOS VIANENSES Tomo 50 (2016)














Apresentação 


Já está disponível o Tomo 50 (2016) dos CADERNOS VIANENSES que faz um pouco a História desta prestigiada publicação camarária ao longo dos 38 anos de existência (1978-2016). Segundo o Sr. Presidente da Câmara e director da mesma publicação, José Maria Costa, os 50 tomos publicados “são exemplo da liberdade de expressão e da democracia. Só nesta assunção de liberdade é que publicações como estas se realizam e é também graças ao poder local eleito, que assinala neste mês os seus 40 anos, que este tipo de liberdade acontece. (…) Estas são, por isso, datas importantes. Os cinquenta tomos dos Cadernos Vianenses, elaborados entre 1978 e 2016 apresentam uma história refeita de novas ideias e novos factos, com capas e ilustrações que apenas a Liberdade permitiu e com estudos que fazem reflexões sobre a vida social, cultural e histórica do nosso concelho”.  

Para comemorar esta edição foi lançada conjuntamente com o referido Tomo uma “pen drive” com diversos índices (bibliográfico, autores, títulos, assuntos e iconográfico) que permitirá facilitar a consulta e o acesso aos conteúdos de todos os números até agora publicados. Trata-se de um trabalho técnico desenvolvido no âmbito da equipa da BMVC, liderada pelo seu director e coordenador dos Cadernos Vianenses, Rui A. Faria Viana, e que, a partir de agora, passa a ser possível consultar através da nossa página.
Para download do documento em pdf, clicar aqui !

Livro: Antecedentes medievais da diocese de Viana do Castelo | Já se encontra à venda.

Antecedentes Medievais da Diocese de Viana do Castelo



Autor
Manuel António Fernandes Moreira

Biografia: 
Manuel António Fernandes Moreira, historiador, sacerdote e Pároco das freguesias Vila Mou e S. Salvador da Torre, é natural da freguesia Nabais, Póvoa de Varzim. Residente, desde de 1968, na freguesia de Vila Mou, Viana do Castelo. Ordenando sacerdote católico em 1965 na Sé de Braga. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi professor de História no ensino secundário e na Universidade Católica. É autor de numerosa bibliografia histórica, com várias obras de investigação sobre a região e sobre Viana do Castelo. Em 1999, a Câmara Municipal de Viana do Castelo agraciou-o com o título honorífico de "Cidadão de Mérito".



APRESENTAÇÃO

O Município de Viana do Castelo tem pautado o seu exercício pelo apoio à edição literária de autores vianenses e sobre Viana do Castelo. A publicação "Antecedentes Medievais da Diocese de Viana do Castelo" de Manuel Moreira é exemplo cabal da qualidade desta mesma produção literária municipal, estando nós perante uma obra de um dos profundos conhecedores da História de Viana do Castelo. Este historiador, sacerdote e pároco das freguesias de Vila Mou e de S. Salvador da Torre, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é autor de várias obras de investigação sobre a região e sobre Viana do Castelo, facto que muito tem contribuído para um melhor conhecimento da nossa história coletiva. Nas suas páginas, Manuel Moreira, também Ilustre Cidadão de Mérito de Viana do Castelo, faz uma visita pelos tempos idos da presença de bispos em Tui e Entre Minho e Lima, culminando a sua tese de investigação com a arte sacra do românico sagrado. Para os apreciadores deste género de trabalho e para os que prezam o trabalho e a obra deste grande historiador e querem conhecer a história do concelho, esta é, sem dúvida, uma obra a reter e a ler demoradamente.

O Presidente da Câmara José Maria Costa

NOTA DO AUTOR

«Desejaria que a minha exploração de passado não fossem viagens a um reino de sombras, nem mitificação de factos pretensamente privilegiados, mas revelação do que sempre de novo o traz até nós, do que sempre de novo nos impulsiona no presente, de que sempre de novo deveríamos transmitir a quem vier depois» (José Matoso)(1)

Foi no ano de 1999 que, depois de extenuante trabalho de investigação ocorrido nos arquivos do País, publiquei a obra oportuna e bem aceite intitulada «Raízes Históricas da Diocese de Viana do Castelo». Digo oportuna porque esta diocese havia sido criada ainda há poucos anos. Digo também desejada pela simples razão de que muito pouco havia sido publicado sobre o assunto até então. Felizmente que a procura excedeu a oferta. Praticamente a edição está esgotada(2). Entretanto, o entusiasmo inicial não esmoreceu. Pelo contrário. Apoiado por amigos e especialistas, lançámo-nos à investigação do período medieval, que faltava. Logo de início sentimos o peso das dificuldades e responsabilidade. Primeiramente sabíamos de antemão que não era essa a nossa especialização académica. Segundo porque, ao incidirmos o nosso estudo sobre a igreja de Entre-Minho-e-Lima, na Baixa Idade Média, estávamos a enveredar por caminhos e áreas estranhas, isto é, pertencentes à diocese de Tui. De facto, até ao ano de 1385, a referida região integrava a mesma circunscrição diocesana sob o título de «Diocese de Tui de Ultra Minium ou Diocese de Tui da Parte de Portugal». Sendo assim, esta publicação não passaria de um capítulo da «História da Diocese de Tui» e a responsabilidade do historiador acrescida. Longe de nós tal veleidade. O múnus de historiador exige empenho, verdade e humildade.
Iniciada a investigação, nos anos oitenta do século passado, de imediato chegámos à conclusão acerca da exiguidade e dispersão geográfica das fontes. Não admira. Tratava-se de uma região dividida entre administração civil, sob a jurisdição portuguesa, e administração eclesiástica a cargo da igreja de Tui. O dualismo de poder dava origem a tensões e confrontos a nível de mentalidades, politica, economia e sociedade. Este facto conduziu à destruição de testemunhos históricos, à ocultação da verdade e perversão dos agentes. As zonas de fronteira tornavam-se facilmente campo fértil de movimentos inesperados e rivalidades de toda a ordem. Não admira, pois, que os arquivos eclesiásticos de Tui ou de Braga, à excepção dos Livros de Confirmações de Valença, alguns Tombos de Mosteiros (Torre e Fiães) e um número insignificante de documentos avulsos, se revelem, a este respeito, pobres e de reduzido valor histórico. Nada comparável ao espólio medieval das suas congéneres de Braga, Compostela e Ourense, citando apenas as mais próximas. Este facto reflete-se nas próprias monografias históricas da diocese de Tui que pouco ou quase nada de estrutural e relevante dizem sobre o Alto-Minho (3).
Limitamos a nossa investigação e análise às instituições (mosteiros e paróquias) que desempenharam um papel significativo no povoamento e cristianização do período da Reconquista, mormente a sua resposta ao fenómeno demográfico e à concentração do poder na pessoa do rei, esmagando as imunidades eclesiásticas e favorecendo a expansão das honras e concelhos do povo. Em relação às pessoas, individualmente tomadas, elaborámos o rol dos bispos que usufruíram de jurisdição sobre o território em causa, até aos nossos dias, à excepção dos prelados bracarenses (1514-1977). Constituem a galeria dos "bispos de Viana" repartidos pelos três períodos: bispos de Tui de Entre-Minho-e-Lima; bispos da Administração Eclesiástica de Valença; e bispos da Diocese de Viana do Castelo. O último bispo de Tui no Alto-Minho, D. João de Castro, bem como o nome dos clérigos por ele nomeados para este território merecem um tratamento pormenorizado. Finalmente, abordaremos o tema sempre do agrado do historiador — o Românico do Alto-Minho. Termino com a invocação da imagem conceptual que utilizei no início: «desejaria que a minha exploração do passado não fossem viagens a um reino de sombras...mas revelação do que sempre de novo existe no passado», isto é, esquecer o velho e inútil, sacudir o pó do tempo ao que ainda hoje é válido e verdadeiro. «Revelatio veritatis».

Viana do Castelo, 14 / 9 /2014 

(1) José Matoso, Naquele Tempo, Lisboa, 2009, p.8.
(2) São quatro as obras básicas e exclusivas, até hoje publicadas, acerca dos antecedentes históricos da Diocese de Viana: A. de Jesus Costa, Comarca Eclesiástica de Valença do Minho, P. do Lima, 1981 (240 pp.); José Marques, O Censual do Cabido de Tui para o Arcediagado da Terra da Vinha — 1321, in Bracara Augusta, vol. XXXIV, Braga, 1980 (39 pp.); Teresa de Jesus Rodrigues, O Entre Minho e Lima de 1381 a 1514, Viana do Castelo, 2002 (294pp.); Manuel António Fernandes Moreira, Raízes Históricas da Diocese de Viana do Castelo, Viana do castelo, 1990 (551pp.).
(3) ADB, Registo Geral, L. de Confirmações de Tui, n.° 314; Idem, L. de Confirmações de Valença, n.° 313 (1353-1512), em 6 sub-livros; sendo os 4 primeiros da autoria do escrivão Vasco Martins, abade de S. Pedro de Rubiães, entre 1441 e 1488, por ordem dos Administradores Apostólicos, a começar por D. João A° Ferraz (1441-1468), e a seguir D. João Afonso Manuel Ferraz (1464-1477) e D. Frei Justo Baldino (1478-1493). Aquando da nacionalização dos arquivos eclesiásticos em Portugal (1911). Estes dois livros e mais outros três (n.° 315, 316 e 318) escaparam à recolha feita pelos oficiais, ficando à guarda clandestina dos vigários gerais de Valença. O último, de nome Pe. António José de Oliveira, mandou entregá-los ao Arquivo Distrital de Braga, após a sua morte.


CAPÍTULOS

I A PRESENÇA DOS BISPOS DE TUI EM ENTRE-MINHO-E-LIMA (1065-1385)
1.1 RECONQUISTA CRISTÃ E O POVOAMENTO DA REGIÃO ALTO-MINHOTA
1.2 AS ESTRUTURAS PASTORAIS DA DIOCESE DE TUI NO ALÉM MINHO
1.3 CATÁLOGO DOS BISPOS E ADMINISTRADORES APOSTÓLICOS DO ALTO- MINHO
1.4 A RUPTURA DE 1385

II DAS IGREJAS PRÓPRIAS ÀS PARÓQUIAS GREGORIANAS EM ENTRE-MINHO-E-LIMA
2.1 PARÓQUIAS PRÓPRIAS E ROMANAS
2.2 AS PARÓQUIAS EM ADAPTAÇÃO CONJUNTURAL (SÉC. XII E XIII)
2.3 OS BENEFÍCIOS PAROQUIAIS
2.4 PROCESSO DE CONFIRMAÇÃO DOS TITULARES PAROQUIAIS
2.5 OS SANTOS PADROEIROS DE ENTRE-MINHO-E-LIMA

III OS MOSTEIROS DA RIBEIRA LIMA ACÇÃO CULTURAL E PASTORAL
3.1 0 MOSTEIRO DE SÃO SALVADOR DA TORRE E O REPOVOAMENTO DE ENTRE-MINHO-E-LIMA
3.1.1. A RIQUEZA EPIGRÁFICA DA IGREJA MONACAL DE SÃO SALVADOR DA TORRE
3.1.2. ALGUNS PERGAMINHOS DO MOSTEIRO DE SÃO SALVADOR DA TORRE
3.2 O MOSTEIRO DE SÃO CRISTÓVÃO DE LABRUJA (P. DE LIMA)
3.2.1. 0 MOSTEIRO DE LABRUJA E AS INVASÕES NORMANDAS
3.3 O MOSTEIRO DE ÁZERE E A CRIAÇÃO DO PRESTOMADO DE VALE DE VICE
3.4 OS MOSTEIROS DO ALTO-MINHO E A FUNDAÇÃO DE PORTUGAL - 1128

IV O SENHORIALISMO ECLESIÁSTICO EM ENTRE-MINHO-E-LIMA (SÉCS. XII- XIV)
4.1 O ESTADO DO SENHORIALISMO NO ALTO-MINHO - 1258
4.1.1. OS COUTOS NO ALTO-MINHO
4.1.2. AS HONRAS AUTO-MINHOTAS
4.2 CRISE SENHORIAL DE TREZENTOS E QUATROCENTOS
4.2.1. POLÍTICAS DE CONTENÇÃO DO SENHORIALISMO
4.2.2.0 CHAMAMENTO GERAL

V O ROMÂNICO SAGRADO NO ALTO-MINHO
5.1 DA MATÉRIA SAGRADA AO TEMPLO CONSAGRADO
5.2 A BELEZA E O TEMPLO
5.3 A ARTE SACRA E OS SÍMBOLOS
5.4 AS IGREJAS ROMÂNICAS NO TEMPO E NO ESPAÇO